
LA SORTE VALPOLICELLA RIPASSO SUPERIORE DOC 2021
Um Valpolicella para apresentar a região com estilo e ótimo valor para iniciantes e iniciados
MELHOR CUSTO/BENEFÍCIO
QuantidadeCantina di Negrar, famosa pelo seu Amarone, elaborou um Valpolicella Ripasso Superiore que chega próximo ao irmão mais nobre e badalado, por uma mera fração do valor.
Neste tinto, o corte é o clássico do Amarone: Corvina, Corvinone e Rondinella.
O Valpolicella Ripasso Superiore é feito passando um tinto Valpolicella já elaborado sobre o bagaço do Amarone ou Recioto, iniciando uma segunda fermentação que dá mais corpo, cor e teor alcoólico. Para ser “Superiore”, precisa ter pelo menos 12,5% de álcool e envelhecer por no mínimo um ano.
O resultado é um vinho mais encorpado e rico que o Valpolicella comum, mas mais fresco e leve que um Amarone. São considerados entre os maiores compras da Valpolicella DOCG.
Dispensa adição de sulfitos, devido ao processo de dupla fermentação e a filosofia de baixa intervenção que faz parte da DNA da vinícola.
Possui um buquê de aromas fascinantes. Toffee, caramelo e baunilha logo abrem para um nariz profundo de uva-passa, com terciários de tosta e de fruta fresca de café.
Em boca, oferece linda acidez, bastante fruta roxa madura, amoras e ameixas, com traços de caramelo, toffee, noz moscada. Sem perder o equlíbrio e finesse, oferece muita estrutura tânica e excelente acidez. Um Ripasso sério, muito gostoso, com frutas vermelhas em compota agregando dulçor no final.
Para harmonizar, pode esbanjar na criatividade: desde ocasiões informais como um churrasco até a banquetes, com grandes peças centrais de carne, como paleta de cordeiro ou um turnedô de filé-mignon, como pareado a um rosbife de final de semana em família.
Registros demonstram que a região de Valpolicella, no Vêneto, produzia vinhos desde a época do Império Romano, dentre eles o vinho de sobremesa Recioto della Valpolicella, estrela da produção.
Reza a lenda que, no início do século XX, um barril de Recioto foi esquecido, fermentando por mais tempo do que devia. O resultado foi um vinho seco, perdendo a doçura do Recioto. Ao experimentar esse vinho, em 1936, o enólogo Gaetano Dall’Ora o teria batizado como Amarone, fazendo referência ao leve amargor da bebida.
Três anos antes, Gaetano fundava a Cantina di Negrar, com outros cinco amigos na Villa Mosconi, na comuna Negrar, no Vêneto, Nordeste da Itália.
Atualmente, possui mais de 700 hectares de vinhedos, a maior parte localizada na região do Valpolicella Classico. Trata-se de uma cooperativa que desenvolve o trabalho de forma artesanal e com respeito ao meio ambiente e a biodiversidade.